NOVA EXPLICAÇÃO PARA A EXISTÊNCIA DAS MÚMIAS EGÍPCIAS

Além de abrilhantar museus são objetos de estudos

A visão tradicional relacionava a mumificação de cadáveres com a crença na vida após a morte e a ideia de que o corpo, da mesma maneira que a alma, podia ser conservado. A utilização de sais nos procedimentos de mumificação servia para endossar essa tese de conservação, já que sal também era utilizado na antiguidade para conservar peixes que podiam ser desaugados e consumidos após muito tempo mantendo sua essência de carne de peixe.

Pesquisadores da Universidade de Manchester da Inglaterra, que lançam novas luzes sobre o problema, atribuem a explicação relacionando a conservação do corpo, até como condição, à conservação da alma, à pesquisadores do período vitoriano britânico (1837-1901), que presumiram, erroneamente, que os antigos egípcios preservavam seus mortos da mesma forma que preservavam os peixes: com sal.

Os estudos mais recentes se ativeram a outras substâncias utilizadas no processo de mumificação dos corpos, especialmente o natron, um mineral de ocorrência natural (uma mistura de carbonato de sódio, bicarbonato de sódio, cloreto de sódio e sulfato de sódio) e abundante em torno dos leitos dos lagos perto do Nilo. Tecnicamente o natron é um tipo de sal, mas não era utilizado nem na conservação de alimentos nem na culinária, mas sim em rituais religiosos.

Outra substância que era utilizado tanto nas mumificações como na fabricação de incensos utilizados em cerimônias religiosas era uma seiva aromática chamada senetjer, encontrada na África, oriente médio e na Índia e que até hoje da nome a incensos no Egito. Campbell Price, curador do Museu da Universidade de Manchester, que divulgou essas pesquisas, salienta: “Quando se está queimando incenso em um templo, isso é apropriado porque é a casa de um deus e torna o espaço divino. Mas então, quando você está usando resinas de incenso no corpo, você está tornando o corpo divino e um ser divino. Você não está necessariamente o preservando […] e se trata basicamente de transformar o corpo em uma estátua divina, porque a pessoa morta foi transformada”, resumiu.

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